sexta-feira, 4 de março de 2011

Engenharia Lingüística - os seres e as palavras

Segue piada que recebi por emeio.
Uma Senhora muito distinta estava em um avião vindo da Suíça. Vendo que estava sentada ao lado de um padre simpático, perguntou: Desculpe-me, padre, posso lhe pedir um favor? Claro, minha filha, o que posso fazer por você? É que eu comprei um novo secador de cabelo sofisticado, muito caro. Eu realmente ultrapassei os limites da declaração e estou preocupada com a Alfândega. Será que o Senhor poderia levá-lo debaixo de sua batina? Claro que posso, minha filha, mas você deve saber  que eu não posso mentir! O Senhor tem um rosto tão honesto, Padre, que estou certa que eles não lhe farão nenhuma pergunta. E lhe deu o secador.

O avião chegou a seu destino.Quando o padre se apresentou à Alfândega, lhe perguntaram:  -Padre, o senhor tem algo a declarar? O padre prontamente respondeu: Do alto da minha cabeça até a faixa na minha cintura, não tenho nada a declarar, meu filho. Achando a resposta estranha, o fiscal da Alfândega perguntou: E da cintura para baixo, o que o Senhor tem? Eu tenho um equipamento maravilhoso, destinado ao uso doméstico, em especial para as mulheres, mas que nunca foi usado. Caindo na risada, o fiscal exclamou: - Pode passar, Padre! O próximo...

Moral da história:  Não é necessário mentir, basta escolher as palavras certas...

Eu sei que é uma piada, mas tentem levar a situação a sério. Se você conseguir, você estará a um passo de entender mais um dos mistérios do mundo jurídico - a engenharia lingüística, ou seja, a arte de chamar urubu de meu loiro e (tentar) fazer com que todos engulam que aquilo não é, de fato, um urubu...

Nesse espírito criativo, nossos administradores e legisladores são mestres. Não podemos "terceirizar" atividades fins do Estado, mas podemos "delegar emergencialmente" uma atividade. Não podemos "contratar" sem licitação, mas "renovar o contrato" é possível. E outras coisinhas parecidas que agora deixo de lado. Eu mesmo já pensei em pendurar uma plaquinha na porta da minha casa escrito "templo sagrado" para (tentar) escapar da tributação do IPTU - só não levei a cabo essa tentativa porque minha religião não permitiria...

Observem melhor a realidade das palavras daqui por diante!

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